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terça-feira, 17 de maio de 2016

Overwatch - Primeira Impressões: Personagens

12:00:00 Escrito por Nyu , , ,
Resolvi deixar para falar apenas dos personagens nessa postagem porque são muitos e a matéria ficaria gigantesca se não a dividisse. Na verdade, ela já está gigantesca. Se quiser ler apenas sobre o jogo em geral, clique aqui. Ambas as matérias contem toda minha opinião, e apenas do beta, mas já foi o suficiente para sentir como é o jogo e se vale ou não comprá-lo.

Os personagens são divididos em quatro categorias: Ofensiva, Defensiva, Tanque e Suporte. Os dois primeiros grupos têm seis personagens, o terceiro tem cinco e o quarto tem apenas quatro, totalizando 21 personagens.

Começando com os Ofensivos, temos Genki, um ninja que joga shurikens nos inimigos, se protege e ataca com uma espada e tem como golpe especial utilizar sua katana, causando muito dano nos inimigos. Ele é um bom personagem para aqueles que gostam de pegar os alvos desprevenidos, e graças a seu salto duplo, tem uma mobilidade interessante.

McCree dá muito trabalho, já que um de seus golpes é atordoar os personagens por alguns segundos, o suficiente para matá-los. Usa uma pistola, podendo tanto atirar normalmente quanto descarregá-la de uma vez. Seu especial é marcar todos os inimigos que estão em sua área de visão para então dar tiros certeiros. O ruim é que os inimigos podem se esconder atrás de pilastras, paredes ou qualquer outra coisa para não levar o especial, principalmente porque o personagem anuncia seu golpe com um som característico.

Reaper age pelas sombras, se teleportando para pontos estratégicos com suas shotguns. E caso esteja na pior, ainda consegue virar uma fumaça e fugir do meio da batalha, pois nessa forma não é atingido por nada, mas também não pode atacar. Sua habilidade suprema é atirar para todos os lados, muito bom para quando há um grupo de inimigos tão perto um do outro.

Soldado 76 é ágil e perfeito para aqueles que gostam do estilo clássico de FPS. Ele pode correr constantemente, e sua arma suporta fogo constante e pode atirar misseis. Ele pode ainda colocar uma pequena cura em área. Mas o destaque fica por conta de seu especial, que liga uma mira automática em qualquer inimigo que esteja na sua tela.

Ainda temos Pharah, que lembra muito o Soldier de Team Fortress 2 com seu lança-mísseis. Sua armadura tem propulsores e um jetpack, o que dá a ela uma mobilidade vertical muito boa. Junto com seu especial que lança uma chuva de mísseis de uma vez, isso a permite varrer adversários de surpresa. Mas o ataque é uma faca de dois gumes: você ainda está vulnerável a danos no ar, e não pode se mover, e caso atinja uma parede próximo, toma dano de suas explosões. Ela ainda conta com um foguete que joga adversários para longe.

E por fim temos Tracer, a garota propaganda do jogo. Ela pode se teleportar para frente ou para trás, avançando seus passos e fugindo dos inimigos. Outra habilidade é voltar no tempo e se teleportar para um ponto que estava segundos antes, o que ajuda a escapar tanto de uma emboscada, quanto de quedas ou das habilidades supremas dos inimigos, inclusive, serve para fugir da própria habilidade suprema, que é colocar um detonador no meio do campo. Ela possui duas pistolas, e apesar de o dano não ser tão alto, o inimigo pode ser abatido só com o tempo que ele vai gastar procurando-a.

Dentro do grupo, joguei muito mais com a Pharah do que qualquer outro, mas todos eles são ótimos personagens, apenas se precisa pegar um pouco o jeito com a ofensiva direta dos outros. McCree, Reaper e o Soldado 76 podem soar parecidos de início, porém cada um tem um estilo de jogo totalmente diferente, principalmente graças a suas armas e habilidades.

Seguimos para os Defensivos. Bastion é um robô que alterna entre duas formas: um robô com uma metralhadora, e uma torre imóvel com uma grande metralhadora, torando ele bem interessante para a defesa de pontos. Ele ainda pode se concertar sozinho, evitando ter que sair por ai em busca de cura. Seu especial o transforma em um tanque de guerra com mais mobilidade e com danos explosivos por alguns segundos.

Torbjörn é o engenheiro do grupo, colocando construindo uma torreta em pontos estratégicos. Ele lembra muito o Enginer do TF2, embora as habilidades de teleporte fiquem por conta de outra personagem. Ele ainda pode conceder armadura extra para aliados ou para si mesmo, o que ajuda a absorver algum dano inimigo. Para atacar, ele usa uma pistola de rebites e um martelo de forja. Caso as coisas fiquem difíceis, sua habilidade especial de superaquecer ainda o concede mais armadura e velocidade de ataque.

Junkrat é o Demoman do time. Sua arma permite jogar granadas que quicam para então explodir, e ele ainda pode colocar uma mina para explodir quando quiser ou para se lançar para o alto. Ele também tem uma das habilidades mais irritantes do jogo: uma armadilha que impede completamente o movimento do inimigo que pisar nela. E enquanto o adversário está confuso, é bem provável que ele acabe morto. Sua habilidade especial é lançar um pneu controlável e cheio de explosivos. Embora o adversário possa atirar e destruir a arma caso a veja, você tem uma boa quantidade de tempo para posicionar e levar metade dos inimigos pelos ares. Ele é um dos personagens com a aparência mais bizarra, e sua dublagem em português inclui palavrões.

Então temos a meiga Mei, aquela que congela todo mundo e cria paredes de gelo. É inclusive difícil saber quando e onde usar, porque você pode atrapalhar sua equipe ao tentar atrapalhar a outra. Ela pode causar discórdia entre o time por atrapalhar o especial de um aliado. A garota pode ainda se congelar no meio do combate, ficando invulnerável enquanto recupera alguma vida.

Por fim os dois snipers: Hanzo atira com arco e flecha, não fica tão longe do campo de batalha, mas é difícil de localizar por sua capacidade de subir paredes. Suas flechas são poderosas, e ele pode atirar várias que ricocheteiam pelo cenário ou uma que mostra a posição de inimigos próximos mesmo atrás de paredes. Seu especial é lançar dois dragões que causam dano massivo. Embora o poder vá em linha reta, é ótimo para limpar grupos de inimigos em cenários mais fechados.

Widowmaker utiliza um rifle, alternando entre o modo automático e de precisão, e tem um gancho que pode usar para escalar construções com mais velocidade. Ela pode posicionar uma mina de gás venenoso, que se bem posicionada, pode confundir o inimigo por tempo o suficiente pra um headshot. Sua habilidade especial mostra a todo o grupo onde cada inimigo está, facilitando imensamente o trabalho dos outros.

Joguei pouco com os dois por falta de prática em atirar de longe, mas quem sabe jogar, consegue incomodar os inimigos e beneficiar muito o grupo mostrando inimigos através da parede.

Dentre todos, Mei e Bastion foram os que mais utilizei. São ótimos personagens para defesa de território ou para levar a carga, já que tem um controle de campo legal.

Os tanques. Ah! Os tanques. Reinhardt é um cara enorme de armadura completa e possui um martelão e um escudo. Apesar de lento, é um dos melhores para segurar os tiros e ajudar os companheiros a avançarem. Tem uma investida que empurra seus oponentes para longe, e esmaga aquele que estava em seu caminho, e também serve como corridinha para avançar logo pelo mapa. Seu poder faz com que os inimigos em sua frente caiam no chão, ficando vulneráveis a ataques por alguns segundos, dando a oportunidade para ele descer o martelo neles.

Zarya tem um canhão de partículas que atira tanto uma linha de laser, que não tem muito alcance, quanto bolas explosivas, uteis para atingir aqueles inimigos que estão lá longe ou escondidos nas construções. Ela lembra o Heavy, correndo para a linha de frente e atirando em tudo que se mexe. Suas habilidades consistem em criar escudos de proteção tanto para si mesma quanto para aliados, mas apenas por alguns segundos. É bom tê-la no meio do tiroteio fazendo churrasquinho da galera.

Winston é um macacão azul com arma de choque. Ele pode dar um salto que pode jogá-lo em cima dos inimigos ou cobrir uma boa distância no cenário, e criar uma barreira de proteção redonda em um ponto específico. Porém, essa barreira não é tão resistente. Sua arma é interessante, pois apesar do curto alcance, atinge tudo em sua frente e atravessa escudos, dando uma vantagem contra o Reinhardt. Ele pode entrar em fúria com sua habilidade especial, ganhando vida extra e a capacidade de arremessar seus inimigos para longe, muito longe.

D.va pilota um pequeno mecha que pode atirar sem parar, apesar disso deixá-lo lento. Tem talvez a habilidade especial mais desgraçada do jogo, saindo do robô enquanto inicia uma autodestruição que varre uma área enorme. Ela ainda pode usar um jato propulsor para se aproximar mais rápido dos inimigos, e ativar um escudo que impede o mecha de atirar, mas reduz o dano vindo da frente. Caso a armadura seja destruída, ela sai andando por ai, como uma “segunda vida”, embora sem sua armadura seja uma personagem frágil, com uma arma meio fraca, ela logo pode chamar sua armadura de volta. Apanhei muito para essa personagem enquanto jogava, tanto com ela quanto contra ela.

Roadhog é um cara gordo com um porco tatuado ao redor de seu umbigo saltado. Ele é uma desgraça, em todos os sentidos. Se você souber jogar bem com essa criatura, você consegue fazer os inimigos ficarem desesperado. Caso contrário, é você quem ficará no desespero. Ele tem um gancho que puxa o inimigo para perto de si, o que o deixa vulnerável para seus tiros de espingarda. Ele também pode recuperar parte de sua vida. Com sua habilidade especial, ele atira como louco, e seus ataques jogam os inimigos pra longe.

E por fim temos os suportes. Eles são tão importantes quanto qualquer outro personagem, mas nem todos tem cura, como é o caso de Symmetra. Ela é uma personagem que é melhor jogada segurando bases, por colocar pequenas sentinelas nas paredes ou no chão, escondidas dos inimigos, podendo fazer um dano considerável nos mais desavisados. Ela fornece escudo para os aliados, e sua arma funciona tanto como um feixe concentrado quanto lançando esferas de energia nos inimigos. Com seu especial, ela cria um portal, e diferente do Enginer de TF2, você só precisa colocar a saída, já que a entrada é feita automaticamente no spawn do seu time.

Mercy se veste como e é praticamente um anjo no campo de batalha. Embora sua cura não vai fazer com que ninguém aguente três inimigos atirando ao mesmo tempo, ela ajuda a dar uma respirada. A médica ainda pode aumentar o dano de um personagem caso ache interessante. Está em um canto difícil de alcançar e sem vida? Ela ainda pode chegar voando até um adversário. Mas seu especial é que faz a personagem brilhar: reviva todos os aliados mortos nas proximidades. Isso pode dar uma virada no jogo, ou você pode só morrer de novo em alguns segundos. Mas não culpe a Mercy, pois ela só está fazendo um bom trabalho como necromante médica! E não se preocupe, você ainda tem uma pistola secundária que causa um dano considerável.

Temos o nosso compatriota Lúcio. Ele é o cara que cura em área, mas também é o que dá velocidade para a galera. Apesar de também atirar, seu poder de fogo é um pouco baixo, mas ele estará sempre por perto ajudando. Uma de suas habilidades é fazer um pulso sonoro que empurra o oponente para longe, sendo útil para jogar inimigos para buracos ou para fora de coberturas. Sua habilidade especial cria um escudo para todos os aliados próximos, ignorando uma quantidade massiva de dano por alguns segundos. Ele também pode correr pelas paredes, embora isso seja um detalhe menor.

E por fim temos Zenyatta, um robô que joga orbes de cura nos aliados e orbes que aumentam o dano recebido em inimigos. Apenas um por pessoa, mas o suficiente para ajudar todos. Seus tiros normais também consistem em arremessar orbes. Seu poder especial faz com que ele fique imune a dano e restaure a vida de aliados próximos.

Entre todos os suportes, gostei mais de Lúcio e Mercy. Symmetra é uma personagem para defesa, e você precisa conhecer o mapa para saber onde botar as sentinelas.

Apesar de termos 21 personagens, todos eles são equilibrados, e não há nenhum que se torne inútil perante outros, como acontece em alguns jogos cheio de personagens, que acabam se sobrepondo de mais. A dublagem está excelente, e os personagens interagem entre si. Fique de costas para um inimigo que o personagem mais próximo irá te avisar sobre isso. Outros avisarão sobre o teletransporte da Symmetra, dirá caso o encontre e o destrua. E o melhor são as conversas entre eles enquanto esperam o tempo para iniciar a partida. Embora o jogo não tenha modo história – caso queira saber mais sobre eles, é só acessar o site oficial –, cada personagem demonstra bem sua personalidade e maneirismos.

Pode perceber o quão comparei muitos personagens com os de TF2. Fiz isso porque ele é um jogo muito conhecido, até por ser de graça na Steam, o pelas influências dele em Overwatch serem obvias. Não falo isso como algo negativo, acusando plágio ou coisa assim, porque não é verdade. Apesar deles serem jogos de PvP de tiro, onde trabalhar em equipe é essencial, e terem modos parecidos, eles ainda são diferentes.

Interessante ver é que não existe nenhum personagem que seja parecido com o Spy. Ninguém que fique invisível, ou focado em dar backstab, ou atrapalhar as construções. Mesmo boa parte das funções de TF2 representadas em Overwatch são divididas entre dois ou três personagens, e algumas nem sequer existem no primeiro. É interessante ver como a Blizzard poliu a fórmula, tornando o estilo de jogo ainda mais frenético e divertido.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Overwatch - Primeiras Impressões: O Jogo

12:00:00 Escrito por Nyu , ,
Há pouco tempo a Blizzard liberou um beta para o seu novo jogo, o tão falado Overwatch. Durou cinco dias e meio, e vou dar minhas impressões baseada no que vi. Uma coisa que vai acontecer – e muito – serão comparações com Team Fortress 2, até porque ele é um jogo famosos e Overwatch segue a mesma linha, porém, quero deixar claro que o fator comparação é apenas para explicar melhor certos conceitos.


O jogo será lançado para PC, Xbox One e Playstation 4, em 24 de Maio de 2016, e o único motivo que vai me impedir de pegá-lo logo é o preço.

O jogo é um PvP de tiro onde cada equipe precisa cumprir um objetivo no mapa. Os objetivos são divididos em quatro tipos: Proteger o ponto, Escoltar, Controlar o ponto e Capturar e escoltar a Carga. E cada modo possui três mapas distintos.

Na proteção de ponto, nomeado no site oficial como Ataque, uma equipe deverá defender dois pontos no mapa e evitar com que a outra domine, e tem que segurar a galera por cinco minutos. Caso o ponto seja pego, o tempo aumentará, dando mais trabalho aos defensores.

Em Escolta, uma equipe deve levar a carga até um ponto de entrega, e os defensores devem evitar seu avanço. Embora pareça simples, conforme a equipe que escolta avança, o cenário e pontos de spawn mudam para ambos. Conhecer bem o cenário da aos construtores chance de posicionar suas maquinas, por exemplo. O jogo pode demorar, já que, com o avanço da carga até certos pontos do mapa, o contador aumenta em alguns minutos.

Controlar o ponto é um modo muito rápido. A unica coisa que as equipes precisam fazer é pegar o ponto central do mapa e aguentar por algum tempo até completar 100% de captura. As partidas consistem em uma melhor de três.

Capturar e escoltar é a mesma coisa que a escolta, com a diferença de que a equipe precisa pegar o ponto primeiro e depois escoltar a carga, uma versão mais avançada de escolta. É outro modo que pode demorar bastante dependendo das equipes.

Há alguns tipos de partidas. A rápida, em que você se junta com a galera em qualquer um dos mapas, e só vai saber se está atacando ou defendendo na hora da escolha do personagem. No Jogo personalizado, modo que eu nem joguei, você muda as regras do jogo com modificadores personalizados. Mas esse não me interessou muito, de qualquer forma.

E como em Heartstone, outro jogo da Blizzard, existe a contenda semanal, onde as regras mudam a cada semana. No beta a contenda era que o jogo escolhia o personagem que você deveria jogar, e isso acontecia a cada morte. De um lado é bom porque você acaba jogando com todos, do outro, esqueça qualquer estratégia, já que cada um pode ser qualquer personagem, e se você não domina muito um ou outro, vai morrer rápido, o que não é tão ruim, pois pode cair com um personagem que você domina. Ou não.

E um ultimo que não apareceu no beta, foi o challenger. É o competitivo do jogo, onde você deve testar suas habilidades contra outros jogadores.

Além disso, tem a opção de treinamento para testar as habilidades dos personagens, ver como as coisas funcionam, etc. Você também pode praticar em equipe contra I.A, o que pode ser bom para novatos entenderem como funciona cada um dos modos que eu descrevi ali em cima. Esse modo conta com três níveis de dificuldade de I.A.

Apesar de o beta ter mostrado apenas isso, imagino que mais para frente o jogo terá novos modos, caso contrário, ficará enjoativo pela repetição. Entretanto, me surpreendi positivamente, pois eu não esperava me divertir tanto jogando.

No final de cada partida, você ganha XP, desbloqueando novas opções de personalização dos personagens como roupas, falas, sprays - que são bem divertidos para pichar as cargas, desculpa se sou vândala-, imagens para seu perfil e posições de vitória. O jogo também mostra quem teve os melhores golpes da partida, ou seja, quem matou mais em menos tempo. E você tem a opção de votar nos jogadores que mais fizeram algo na partida, votar se aquela partida foi legal, o que influencia no ganho dos XPs. Ah, e tem conquistas, caso você queira saber.

Cada equipe conta com seis jogadores. Aqui quem vence é quem tem a melhor estratégia, é quem sabe equilibrar e jogar em equipe. Inclusive, quando está formando o grupo, o jogo diz se há muito personagem ofensivo, se falta suporte, etc. Mas nem toda equipe precisa cumprir todas as dicas. Um exemplo que aconteceu comigo:

Em uma partida na Rota 66, onde meu time atacaria, haviam dois Reinhartd, dois Lúcios e um Bastion, e eu fui de Genji. Os Reinhartds ficaram em cima do transporte, um de cada lado com o escudo, enquanto o Bastion ficou no meio atirando em qualquer um que se aproximava. Os Lúcios usavam seus poderes tanto de cura quanto de movimento rápido e ajudavam o Bastian finalizando os inimigos, e sobrou pra mim resolver os problemas com personagens escondidos, como a Widowmaker, por exemplo, ou então ir atrás daqueles fujões com vida baixa. E isso eu descobri apenas quando percebi a estratégia do pessoal. Veja que nessa jogada tivemos personagens repetidos, mas tudo deu certo porque todos trabalharam em equipe e sabiam o que cada personagem fazia.


Nem sempre tive sorte em ter uma equipe unida, mas isso acontece em todo jogo cooperativo, principalmente quando os participantes não estão no Skype ou são completos desconhecidos, mas isso é assunto para outra hora.

Mas uma coisa é certa: não tem diferença entre os lados. Não é porque você está levando o carrinho que tem certeza que ganhará a partida. Isso acontecia em TF2, em que pouquíssimas vezes durante o tempo que joguei meu time era bem-sucedido defendendo. Isso não aconteceu em Overwatch: ganhar ou perder depende apenas da habilidade e trabalho em equipe.

Os personagens são muito legais. A dublagem de todos está espetacular, e alguns deles até tem sotaque, como a Widowmaker ou o Reinhardt. Muitas vozes são conhecidas, como da Tracer por exemplo, que é da mesma dubladora que faz a Docinho das Meninas Superpoderosas. É bom ter o jogo dublado, pois mesmo entendendo inglês, você perde muita coisa enquanto está concentrado na partida, coisa que não acontece quando ele está em português. Você pode conhecer melhor cada personagem clicando aqui.

Todos tem um design muito legal. Apesar de achar aquele crocks sapato da Tracer, ou então aquela roupa fechada a vácuo na Widowmaker horrorosos, todos são únicos em seus estilos. Existem algumas alternativas de visual para todos os personagens, e embora a maior parte sejam apenas outras palhetas de cores, as que realmente mudam o visual costumam ser bem legais. Falarei melhor de cada personagem em uma matéria a parte.

E claro, não podemos esquecer dos gráficos. O jogo é bem colorido e não tem nada de impressionante, ou que chame a atenção, ou deixe babando, mas é bonito. Se você tem um pc mais fraco, ainda consegue rodá-lo nos gráficos mínimos. Lucas está ai para provar o ponto. Não fica bonito, porém você não fica sem jogar. O bom é que o jogo roda liso, e a única interferência que ocorre é se sua net estiver uma porcaria, mas não há quedas de frames, por exemplo.

Nem lag. Possuo uma internet de 2mb, e a única vez que isso interferiu foi quando minha irmã usou o notebook para ver o Facebook aqui em casa e o jogo começou a dar aquelas travadas, atrapalhando de verdade

Os controles são fáceis, apesar de confundir de vez em quando entre o E e o Q para soltar os poderes. Ele responde bem aos comandos. As vezes quando você vai soltar seu poder e morre antes, ele apenas não solta, então você não culpa seu teclado, e sim o alguém que te matou segundos antes de você apertar o bendito Q. Somado a isso, a habilidade especial do personagem continua carregando ou pronta para usar mesmo ao morrer, então mesmo quando não estiver jogando bem, você vai ter chance de usar seu Ultimate para ajudar o time.

Em geral o game é muito divertido. Eu estava esperando um jogo mediano, mas ele é realmente muito bom. Espero sinceramente que tenha muito mais mapa e modos de jogo para ser divertido e estender sua vida útil, afinal, pagar 160 pelo jogo (sem extras) não tá fácil. Se você não jogou o beta e quer uma garantia sobre se vale ou não apena, eu digo que sim, vale muito a pena comprá-lo e jogá-lo. Caso seja como nós, esperar uma promoção é bem válido.